Maria della Luce Távora Gonzaga Valenti
Duquesa de Orvieto, filha dos Duques de Orvieto, irmã de Tommaso e sobrinha de Octávio. Desafia todas as regras de uma família com elevado estatuto social. No pai, vê a rigidez, o peso do apelido, mas também sente por ele profunda admiração. Na mãe, tem uma confidente, embora esta nem sempre a entenda ou apoie. No irmão, vê tudo aquilo que não quer para si: futilidade, escândalo, boémia, e romances fáceis e superficiais.
Nasceu e cresceu em Orvieto, mas já viajou um pouco por todo o mundo. Isso fez com que se transformasse numa mulher culta e sofisticada, apesar de manter a simplicidade na essência. Tem um carácter verdadeiramente nobre, no sentido literal da palavra. Nunca se deslumbrou pela fama, nem pelo facto de pertencer à nobreza. É o oposto de uma nova-rica. Sabe estar no mundo, com a simplicidade e a educação que sempre lhe foram transmitidas.
Numa das viagens em família, conheceu a Serra da Peneda pela qual se apaixonou. Partilha essa paixão com a mãe, Sofia, e com o tio Octávio. Guarda dentro de si as memórias deste local mágico, onde a família Valenti pôde escapar ao assédio da imprensa. Para a duquesa, a Peneda é sinónimo de pureza, de liberdade total. É lá que vai encontrar uma missão que tudo fará para cumprir. Antes do último suspiro, Octávio pede a Luce para recuperar o seu património e a Duquesa lutará com todas as suas forças para cumprir o derradeiro desejo do tio.
Para Luce, a vida nem sempre foi fácil. De um lado, o tal desejo de liberdade. Do outro, a imposição social. Ela sabe quem é e sabe o que tem a fazer. O que ela gostaria de fazer é outra coisa. Desde criança que carrega uma responsabilidade às costas. Quando tinha 10 anos, era uma miúda traquina que tentava a todo o custo escapar à sua condição. Com o tempo e o assédio da imprensa, Luce vai ficando cada vez mais farta. A gota de água acontece quando tem um acidente, pouco depois de sair da festa na faculdade, e Luce sente que tem de se afastar de tudo, sob pena de explodir.
Pró-activa, sincera, apaixonada, sensata, intuitiva, aventureira e rebelde. É determinada e justa, inteligente e perspicaz. Luce tem bons sentimentos, mas é também muito cerebral e adepta da lógica. Tenta sempre lutar pelo que acha que é melhor, mais correcto, o que faz com que, muitas vezes, crie conflitos com a família. Detesta a perseguição dos media e a exposição da sua vida. Não aceita as ideias de certo e errado porque para ela, na Natureza, as coisas não funcionam assim. É um espírito livre. Tem uma enorme força de vontade, é uma lutadora, não só por aquilo em que acredita, mas também por aquilo que acha justo. Tem o dilema de liberdade vs. condição social e tudo o que isso implica.
Sofisticada, embora mais à superfície do que na realidade. Sente uma grande necessidade de estar em contacto com a Natureza.